International flight

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

~ once upon a dream: Dubai, please be good to him

May I tell the world already? May I open up my chest and shout out load from the deepest of my lungs to everyone that he's coming? Boy, he IS coming. I mean my boy is coming! Is this for real? Guess I will only believe the moment we swap roles and he passes through all those security guys at the airport and runs into my arms for a change.

I cannot believe he is coming and will never be able to put into words how much this means to me or how huge is this in my (our) life.

We've always love these make believe games where there's no room for constant goodbyes and we get to spend all night, all nights, together sharing the same bed - our own bed and not of an hotel room or something like that just night after night. I've always imagine we live under the same roof everytime he's around and we get to argue about these unminingful little stupid things like how he struggles to get a piece of the covers during the night, how he always leaves the toilet bowl lid up and all the clothes around the bathroom floor before (and eventually after) he gets in the shower. Everytime he meets me there I like to pretend it's my everyday routine. 

Whenever I'm with him I try not to count the days left until our deadline is finished and hate everyone who asks about it or even to talk about it, yet always make the effort to memorize every inch of his face and body, his arm reach and how I fit perfeclty there on my safe place within his arms, the strength of his hugs, his voice, gestors and way of convincing me that our time apart is never for too long. This time we don't have to pretend. No more playing these games again.

Now I get to be a real housewife. Apparently now it's for real. Just a little trial - oh but such a HUGE deal for me! - of what our life together might be in the future. We've done this before of course, gone on holidays, spending weeks together only us two but never with this intensity or for this purpose. He's becoming also a part of this 'second life' of mine. This time is really happening. Finally he's here. Hopefully next time for good (inshallah!). Dubai, please be good to him.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

~ o dia de... uma assistente de bordo (what else?)


A few months ago dei uma entrevista a uma publicação bimestral do Porto, impressa e, luckily, online. Apesar de já ter saído há algum tempo (na edicação de Julho / Agosto) hoje decidi partilhar convosco a versão online e um cheirinho de como ficou o resultado final num dos exemplares que me chegou às mãos - com direito a chamada de capa e tudo! :D


A entrevista foi realizada no âmbito de uma rubrica intitulada "Um dia de..." que retrata os aspectos mais característicos de várias profissões. Escusado será dizer que o desta edição se tratou de (um dia de) uma assistente de bordo :)

Partilho aqui o link convosco.




De resto só tenho que agradecer à Anabela, jornalista que me entrevistou e à publicação em si, Praia Magazine, por me terem contactado e por todo profissionalismo prestado. Thumbs up para a equipa de edição que não modificou em nada o conteúdo, isto é, as minhas respostas.

Agora, relendo a entrevista com mais calma, sei que deveria ter dito mais isto ou aquilo, dado alguns números como, por exemplo, dizer que esta companhia aérea recebe cerca de 15,000 candidaturas por mês e que eu tive a sorte de ser uma das privilegiadas a conseguir um lugar com eles, em fazer parte dos 3% que realmente consegue o trabalho, se calhar modificava um bocado o que disse aqui e ali, enfim... penso tratar-se de síndrome de jornalista.

A verdade é que nunca estive habituada a estar deste lado, na cadeira do entrevistado but oh well... sabe bem! :D

Espero que tenham gostado tanto quanto eu - assim para o MUIIIIIITO - e que vos consiga ajudar, de alguma forma, a matar o bichinho da curiosidade e/ou a perceber um bocadinho melhor os prós e contras desta tão desejada profissão.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

~ parents on boaaaard!

Olá peeps! Hoje decidi vir cá tirar teias de aranha (desculpem pela ausência).

Podia falar sobre a incrível performance dos meus colegas de trabalho que, btw, honraram verdadeiramente o uniforme no incidente do voo EK521 no dia 3 do mês passado (verdadeiros heróis!!) e do tremendo orgulho que por eles senti ou até das minhas maravilhosas FÉRIAS nas Maurícias mas não.

Hoje não escrevo por isso. Hoje venho mesmo falar apenas da experiência que foi servir os clientes mais VIPs de sempre a bordo - OS MEUS PAIS! :D

Primeiro, vamos esclarecer o que realmente significa ter os pais como passageiros no vosso voo:

- pedidos especiais

- fotos, muitas fotos vossas na cabine

- meetings na back galley

- did I mentioned "photos" before







Apesar da vergonhaaaa foi o melhor DXB - LIS de sempre (até porque tive duas melhores amigas a virem visitar-me a Lisboa e a ficarem comigo no hotel) :)

Se tivesse feito de propósito não teria acontecido... No entanto quero deixar aqui uma dica ao pessoal da companhia: se tiverem a oportunidade de operar um voo com os vossos pais, relativos, outros familiares, amigos... façam-no que é incrível!

O voo é mais cosy não só porque voam para, neste meu caso, o vosso home contry como têm caras conhecidas a bordo, mais smooth apesar de toda a turbulência que possam vir a ter, o tempo passa mais rápido e o trabalho é mais diversão do que propriamente trabalho (ainda mais do que o costume, se forem pessoas felizes na cabine) plus ainda sabem que eles vão seguros e com atendimento personalizado, não só por nossa causa como, se tiverem sorte como eu, pelo resto da crew que foi espectacular comigo e com os meus pais :)

E, além de tudo, quando é que terão oportunidade de ter fotos vossas a divar na cabine? ahah ver-vos a nós próprios da perspectiva de um passageiro é... diferente (ó pra mim a trabalhar!!) :p

quarta-feira, 8 de junho de 2016

~ 365 dias depois

E, de repente, 365 dias passaram. Mas que ano! Quem diria que aos 23 ia viver sozinha (ou com uma indonésia, vá, e às vezes com um alemão), que ia começar a cozinhar, limpar e arrumar quase todos os dias, a gerir uma casa e pagar contas (pronto, só tenho umas duas por mês but still)... Ena cresci mesmo! Quer dizer, continuo a criança de sempre (e orgulhosa por não ter mudado nem uma pitada) mas as responsabilidades da vida adulta atingiram-me de frente.







Hoje tenho mais não sei quantos - opa, wallah, quem me dera saber o total! - países marcados no meu mapa pessoal mais outros tantos carimbos no passaporte, tenho mais mil e uma histórias para contar às mesas dos cafés de sempre, outra mão cheia de Amigos com A maiúsculo e uma conta bancária que nunca imaginei conseguir obter por mérito próprio com os 24 anos que agora somo.

Nem tudo são noites loucas em discotecas ao ar livre com bebidas pagas e DJs famosos, nem sempre o lifestyle no Dubai é o glamour que se imagina, de copo de vinho na mão numa praia de água cristalina. Nem sempre é festa, nem tudo é fácil. Há voos que são autênticos desafios, pessoas igualmente difíceis e dias que nos fazem ir abaixo. Cada vez que volto de Portugal chego com o pensamento de "mas o que é que eu estou a fazer aqui?" "Mas por que é que não mando isto tudo às urtigas se as pessoas com quem eu quero estar estão em Portugal?".

Mas depois penso no que conquistei, penso na minha família do Dubai e no que ainda está por vir. Nas coisas que ainda não vi, nos sítios que ainda não visitei, nas culturas com as quais ainda não contactei, nas situações com as quais ainda não lidei e nas pessoas que ainda não conheci. E quão aliciante é poder dizer "no próximo mês vou às Maurícias"? E quem diz Maurícias diz Phuket (ou fecha os olhos, aponta no mapa e diz "está decidido!") ou troca tudo por uns dias no Algarve com a família.

...E pergunto-me "e se não aproveitar agora, quando o farei?" E decido que não quero largar os hotéis de 5 estrelas, os biquínis lindos de morrer, as sapatilhas com luzinhas e as noites internacionais já (e que até posso trazer o meu Agros, a minha Gazela, bacon e pastéis de nata comigo para o sandpit). Que, apesar de perder datas importantes e o crescimento dos meus sobrinhos, há sempre o Skype, um voo de 8h a separar-nos mas que nos pode juntar para podermos pôr a conversa em dia ou mimar com presentes de todo o mundo e uma noite à borla na capital, nem que seja a trabalho, durante umas nunca suficientes 24 ou 48 horas.

Penso que neste ano me conheci a mim mesma melhor do que os restantes que estão para trás, que aprendi mais e vivi igualmente mais com tudo aquilo que aqui presenciei e que, caramba, afinal de contas tenho uma enorme rede de apoio cá com pessoas que alinham nas minhas loucuras. Que mais poderia eu pedir? Infelizmente sei que nunca iria ter isto se tivesse ficado e nunca tivesse arriscado voar. Não somos árvores, pois não? Não temos raízes. Podemos sempre mudar de sítio! - E quão maravilhoso isso é? :')

After all tenho pessoas que me acolhem às tantas da manhã nas suas casas depois de eu ter regressado de voos de 8h (LIS-DXB) e não querer ir dormir sozinha para casa e que me ensinam autênticas lições de vida tipo "como ser durona Serbian style em apenas 5 minutos", tenho pessoas que se certificam que não confundo os voos de madrugada e não falto ao trabalho e fazem maratonas de estudo comigo (com cadeiras a fazer de cenário só para eu visualizar o "a bordo" na minha cabeça quando o fritanço das 4 da matina já começa a bater), pessoas com corações do tamanho do mundo que me ensinam coisas básicas como coser um botão ou a ver a vida de outra perspectiva com sábios conselhos acompanhados a sangria, pessoas que me obrigam a arrastar o meu pesado e preguiçoso rabo para a praia ou para a piscina, que me tiram do sério e me dizem "tu és a pior" mil vezes por semana (ou que até por vezes me chamam de "Raquelinda" e me apanham a cantar no chuveiro com direito a vídeos no snap só para me irritar) e que eu sei que vou ter sempre por perto (ou que já tinha mas que agora também as tenho aqui comigo).

O bom disto é que não estamos sozinhos e o Dubai para mim não seria possível sem este punhado de Amigos que fazem a vida no deserto valer a pena. Estas pessoas fortes e corajosas são a minha família cá. São o meu dia-a-dia, nem que seja para meu chatearem ou irritarem de quando em vez. E quanto a isso eu só tenho que (lhes) agradecer. At the end of the day I really feel blessed :)


E que venha mais um ano (ou dois... Ou o que seja)! :D

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

~ valeu, Brasil


Foi como uma mãe ama o bebé mesmo antes de o ver. O momento em que soube que ia ao Brasil foi o positivo no teste de gravidez: já sabia que ia amar o país. Quando pisei São Paulo pela primeira vez quis logo conhecer este filho, especialmente pela escassez de tempo que sabia ter com ele.

A Avenida Paulista, a Óscar Freire uns quarteirões abaixo da Rua Augusta e o Parque de Ibirapuera são amor, que também está presente no calor, na energia em Santos, no rasgado sorriso pelos locais constantemente oferecido, no sotaque - claro está -, na banana frita, nas cores, no samba e nas movimentadas ruas da cidade paulista.

O Brasil são as artesanais barraquinhas de rua, é a água de côco em toda esquina, a descontracção em cada "meu bem" e "princesa", a caipirinha na mão, a picanha na barriga e a havaiana no pé.

O tempo não foi suficiente para ver tudo, mas quando é quando se se despede de um filho? Com ele fica a promessa de voltar: pelos biquínis, pela famosa 25 de Março querida pela eterna dona Márcia e os seus cachorros quentes, pelo açaí e pelo mercadão. Pela já alegria contagiada, por este encher de coração... Obrigadão! Valeu, Brasil.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

~ from Dubai, with love


E um mês passou assim... a voar!! E havia tanta coisa que queria registar aqui em tempo real para tão pouco tempo. Plus só consegui ter wifi em casa esta semana. Há tantaaaa coisa a partilhar! 

Quanto à accomodation: sou uma sortuda! Tenho um bom apartamento com uma boa localização (vivo perto do aeroporto, de alguns sítios porreiros para sair e para ir para a training college... só tenho que atravessar a rua). Não me posso queixar da minha flatmate que é da Indonésia e já me cozinhou algumas refeições (who could have guessed: eu, que sou uma esquisitinha do caraças, fiquei fã da cozinha indonésia)! :)

Desde que cá estou - pois é, já vivo no Dubai -  já tive alguns problemazitos caseiros típicos de quem está a viver sozinha for the very first time - or not maybe it's just me... O:) - como, por exemplo, ter de instalar a cortina da banheira e precisar da ajuda da minha flatmate e do namorado dela (e isto aconteceu umas três vezes durante as primeiras semanas, uma vez que aquela porcaria continuava a cair). Ainda tenho hábitos de deixar a água a correr um bocado antes de fazer o que quer que seja mas, como é lógico, aqui não preciso de água quente para nada. Abro muitas vezes a porta debaixo do lava-loiça à procura do caixote do lixo e só depois é que me lembro que aqui temo-lo perto da porta da cozinha x)

Coisas boas de viver "sozinha": tenho os meus próprios horários para comer, dormir, sair, fazer o que eu quiser. Ando em trajes menores com as cortinas abertas (mas prometo que não se vê lá de fora, mãe), posso comer directamente do pacote (mãe, sou a única pessoa a comer as coisas que compro por isso posso, sim?) e se estiver demasiado lazy até sou capaz de deixar uma colher dentro do pacote dos cereais O:) Ah! E não faço a cama todos os dias!!! MUAHAHHAHA

Desde que cá estou já coleccionei tantas peripécias... Desde estar com a batchmate Joana (também tuga) cá em casa e termos de aquecer chicken drumsticks na banheira com água quente a ter de almoçar com a batchmate Ewelina dentro de uma casa-de-banho pública do IKEA porque nos esquecemos totalmente que era Ramadão!

Anyway, o OUAS serve para partilhar a minha experiência enquanto a (soon to be) cabin crew e por isso tenho a dizer que o primeiro módulo do treino, que dizem ser o mais complicado  - ESTÁ FEITO! Como e quando I honestly have no clue e enfatizo o "quando" uma vez que, quando achava que só tinham passado alguns dias since my date of joining já tinha passado um mês inteirinho! Abri os olhos e pronto, os 13 intensos dias de treino de Safety and Emergency Procedures (SEP) mais o resto do mês estavam completos. Eu e o meu incrível batch (que é basicamente a minha "turma" que, simultaneamente, se tem vindo a tornar a minha família de cá) estamos de parabéns porque todos passámos successfully e temo-nos vindo a revelar numa amazing team.

...Mas no que é isso de SEP?

- É aprender a evacuar o avião em caso de (un)planned emergency em terra e no meio do oceano, por exemplo

- É aprender a abrir e fechar e a (dis)arm as portas do avião com os seus mil e um procedimentos
- É aprender a combater fogos
- É aprender a agir em caso de turbulência e decompression
- É aprender as regras on board 
- É aprender each and every emergency equipment e a sua exacta localização a bordo e os respectivos pre-flight checks e kits
and so on, and so foward (and it would still be so much more than that...).

- É aprender a gerir o tempo (ou não porque, once again, não o temos), many short sleeping nights e Redbull à mistura e alguma bravura com uma pitada de sorte de quem se deu ao luxo de pensar a quite few times "f*chk this sh*t, I cannot study anymore... que o exame seja o que Deus quiser"! É aprender a acreditar em nós próprios e nas nossas capacidades e, sobretudo, é um enorme alívio e sensação de dever cumprido e de coração cheio no final, sobretudo porque aprendemos - no nosso caso que somos main fleet -, tudo e mais alguma coisa sobre dois tipos diferentes de avião, 4 no total: Boeing 777 (B777) e Airbus (A330, A330-340 e A330-500). Dá para imaginar a quantidade de informação processada em 13 dias?

However, só quero deixar esclarecido que, uma vez dentro do esquema, e também agora olhando para trás, SEP não é nenhum bicho de sete cabeças ou o monstro do Loch Ness.

E, btw, a resposta à pergunta acima é mesmo sim, dá. Tanto dá para imaginar como até dá para conseguir chegar ao fim vivo e com boas notas and I can ensure you that! :D

...E tudo isto enquanto temos uma casa para gerir, contas para abrir no banco, TPC's (é verdade, voltamos ao tempo dos homeworks), paperwork para tratar, possíveis consultas na clínica, provas do uniforme e assessment todos os dias (práticos e teóricos) including safe talks e toda uma adaptação - not sure about this one because... adaptation? What adaptation? I did't even see it!!! - a uma nova cultura, um novo país cujas semanas começam ao domingo e os fins-de-semana são à sexta e ao sábado, novos hábitos e rotinas, really spicy and hot food com temperaturas até 40º e tal graus Celsius e... em pleno Ramadão! Maaaas... não me vou alongar mais para não estragar o factor surpresa para os lucky ones que se seguirem ;p

Entretanto consegui inventar tempo - just kidding, foi antes do training começar logo it doesn't really count - para ir ao Souk Al Bahar, ao Dubai Mall, ver o world's largest choreographic fountain system set e para visitar tallest building on earth (and just to let you know estas coisas ficam todas no mesmo sítio). Everyone, meet Burj Khalifa!! ->

Ah! E também consegui visitar a Al Rashidiya Grand Mosque (e não, também não conta. Foi uma espécie de school trip uma vez que estava marcado no nosso schedule ahahahahah). 








Vá, também já fui à piscina (praticamente todos os nossos edifícios têm uma), já saí à noite e já jantei fora (cozinha japonesa, libanesa, indonésia e mexicana) por isso not so bad after all ;) tem dado para explorar alguns sítios.

Mas o que vem depois de SEP? GMT!!

...E ontem tivemos o nosso exame final de Group Medical Training (GMT), pelo que consegui arranjar um tempinho para actualizar aqui o cantinho e contar algumas novidades. Agora é a aproveitar o weekend para sair, pôr o sono em dia e fazer as compras para a casa, uma vez que não sei quando terei mais fins-de-semana dignos do nome (e aposto que tão cedo não se repetirá...).

A ver se no próximo post partilho mais algumas das mil e uma fotos que tenho para ilustrar este último mês e se desvendo os mistérios de GMT e se entretanto consigo explicar as restantes fases até finalmente se chegar aqui, ao Dubai (mas basicamente depois da golden call é a correria das vacinas, papelada e malas e puff! Quando derem por vocês já cá estão!! :)

domingo, 10 de maio de 2015

~ to grow up - one month

Miami, Nova Iorque, México, Cuba, Turquia, Londres, Tunísia, Paris, Pisa, Cabo Verde, Barcelona, Madrid, Palma de Maiorca, Veneza, Florença, República Dominicana... já perdi a conta aos sítios que (re)visitei. No entanto, aquela que já se adivinha a viagem da minha vida ainda está prestes a acontecer (e não é por ser a que irá inaugurar o meu segundo passaporte). Este vai ser o meu mais alto voo desde que me conheço e não falo de milhas percorridas nem tão pouco de altitude. É o voo que me vai, literalmente, tirar do ninho e permitir-me a abrir asas e crescer. Sobretudo isso: Crescer.

Já vi e conheci muita coisa, tive em contacto com diferentes culturas, línguas, religiões, costumes, cozinhas e tradições mas agora... O sítio é outro, a situação nova, a companhia diferente. Agora o maior desafio a que me propus ultrapassar obriga-me a sair da minha zona de conforto, que acaba no momento em que tenho uma countdown para aprender a cozinhar mais do que quatro pratos e a lavar e passar roupa.

O meu crescimento vai começar a partir do minuto em que a minha vida terá de caber em 50kg de bagagem e intensificará naquele em que irei passar de passageira a tripulante. Como Ernest Henley escreveu, "I am the master of my faith / I am the captain of my soul". Em 31 dias terei de aprender a chamar "casa" a um espaço que não me é (ainda) familiar, a adoptar hábitos e a respeitar regras de outra cultura e de outra religião que não as minhas e a falar uma língua que não me é materna.

Vou embarcar nesta aventura com um bilhete só de ida para um destino que é, em tudo, tão diferente daquilo que para trás deixo; vou abraçar uma realidade tão nova para mim como seres que ainda estão por nascer mas que, em contrapartida, se adivinha tão maravilhosamente bela quanto assustadoramente arrebatadora (do tipo breath taking).

Quando pisar o ponto de chegada, do outro lado do mundo, este irá instantaneamente tornar-se no meu ponto de partida para aquele que poderá ser chamado d'O resto da minha vida. Um resto de si já tão vasto que não conhece quatro estações tão bem delineadas quanto as nossas – porque, mesmo que longe, serão sempre 'minhas' também –, que troca moedas que não o Euro, que se rege por outras medidas e escalas tão certas como os Celsius virarem graus Fahrenheit ou a mais alta construção do mundo ter 160 andares e não existir história por trás dos edifícios ou sequer antiguidade por entre as fachadas da cidade.

A vida é muito mais do que tiros certeiros, como empregos seguros, e sofás caseiros.

Por isso, e principalmente pelo crescimento – que me recuso a adiar e forço a encontrar –, vou agarrar esta etapa with mind and arms wide open e com um enorme sorriso estampado no rosto (a ser, que seja em grande e em modo feliz). Haja o que houver, apesar de ainda não me saber preparada – creio que "a ficha" só me irá cair aquando as minhas últimas semanas em terras lusas – sei que me posso desde já comprometer a dar o meu melhor naquele que é o caminho que eu escolhi e que conhece uma só direcção: em frente. :)

1 mês para conseguir visitar todos os recantos da minha cidade que ainda não experimentei, para me atrever a fazer aquilo que me apetecer e que até agora pudesse parecer impensável, para tentar arrumar gavetas esquecidas e situações mal resolvidas.
1 mês para limpar a minha vida e arranjar espaço, na cabeça e no coração, para o que o futuro me reservar.
E é tão pouco e tanto tempo em simultâneo...

terça-feira, 21 de abril de 2015

~ (everything you need to know about the EK) assessment day

No dia a seguir a ter recebido a chamada de uma das recrutadoras a dizer que tinha passado do OD, durante a qual é-nos dado um número para decorarmos como referência, eis que chega a vez do AD, já com um número substancialmente reduzido de pessoas.

Mais uma vez numa pontualidade britânica o dia teve início à hora marcada no Sheraton Porto Hotel & Spa e às 09.00am sharp as recrutadoras começaram a confirmar se toda a gente que tinha recebido o telefonema estava presente ao chamar pelos nossos nomes (não me lembro se foi pelos nossos nomes e/ou referência, visto já se terem passado 3 meses repletos de montanhas-russas de emoções mas creio que nos chamaram pelos nomes) e ao apontar em etiquetas autocolantes o nosso número e nome à frente. O meu número da sorte foi o 21.

Depois de atribuídos correctamente todos os números aos devidos candidatos the game was about to start.  Separados em grupos grandes (e depois de um bom tempo à espera que chegasse a vez do meu grupo), entrámos finalmente na sala where the magic happens, que já se encontrava com as cadeiras a formar dois grandes círculos e a dividir a sala, um em cada ponta, onde nos tivemos de sentar por ordem numérica para começar as dinâmicas de grupo. A partir daqui a única língua que podemos falar é o inglês.


1ª Fase:

Parte I


In order to break the ice as recrutadoras entregaram a cada grupo de 3 elementos uns cartões com um objecto, ao qual tínhamos de dar 3 funções (uma por pessoa) "out of the box". Por exemplo, imaginem que o objecto no cartão que vos sai é um livro. Devem descrever situações em que o livro tivesse alguma utilidade ou dizer tudo o que poderiam eventualmente fazer com ele excepto dizer o básico do tipo "usaria o livro para ler". Got the picture? Têm que ser criativos. Depois de alguns minutos para discutirem com o vosso grupo, decidirem quem é que dirá o quê, escutarem bem os colegas e intervirem no tempo certo surgindo também com ideias próprias, é hora de apresentarem as três funções por vocês atribuídas ao vosso objecto aos restantes colegas e às recrutadoras.

Conselho: quando for a vossa vez de falar levantem-se, tenham o cuidado de mostrar o vosso objecto para todos verem e apresentem-se. Certifiquem-se que estão tranquilos falando pausadamente e sem estarem petrificados ao estilo múmia ou sem "miarem" quando falam (mas também não queiram mostrar que se safam super bem a falar em público, correndo o risco de se passarem por pessoas autoritárias ou "agressivas"). Sorriam o tempo todo e olhem as pessoas - principalmente as recrutadoras - nos olhos, sem medos, e não se esqueçam de passar a palavra ao colega caso não sejam o terceiro e último elemento do vosso grupo a apresentar a ideia. Claro que a voz pode sempre tremer um bocadinho por causa dos nervos mas tentem passar confiança e empatia.

Parte II

Após esta primeira interacção, já com o grupo um pouco mais alargado (os mesmos 3 elementos mais 1 ou 2), surgem novos cartões: um destino integrante da rota da Emirates é-nos atribuído com algumas imagens relacionadas com a cidade em causa para nos ajudar a pensar ao estilo "agente de viagens". Nesta actividade temos de trocar impressões sobre o que poderemos aconselhar um turista a fazer / visitar (passeio de barco / elefante, visitar o monumento x, comer no restaurante y, ir ver a atracção z). Ao contrário da primeira dinâmica de grupo nesta, ainda que todos discutam na mesma as ideias entre si antes de estas serem expostas aos colegas, é-nos pedido para arranjar um porta-voz (eleito ou voluntário) para apresentar os nossos resultados.

A partir daqui os cortes começam a ser feitos. Durante o tempo todo - e daí termos mesmo que falar em inglês entre colegas - as recrutadoras estão a observar e a tirar notas, circulando pela sala e atentas a cada movimento nosso. No final deste exercício a espera é longa e é afixada uma folha com os números "da sorte", ou seja, se o nosso número estiver afixado na parede passamos à próxima fase.

2ª Fase:

Parte I (sendo que aqui pode existir eliminação de candidatos)

A recrutadora deu-nos um papel com algumas regras da companhia para lermos enquanto chamava um a um para perguntar por piercings, tatuagens, cicatrizes e marcas de nascença (quanto a estes dois últimos não se preocupem porque, pelo que percebi, servem apenas para nos identificarem um dia mais tarde, caso seja preciso). De seguida, com as meninas descalças por causa dos saltos, tínhamos de chegar com a mão a uma linha - que pode ficar-nos a meio do comprimento dos dedos, sendo que uma parte fica acima da linha - presente num papel colocado estrategicamente na parede para a recrutadora poder medir o nosso alcance de braço (para ver se chegaríamos aos compartimentos das malas nos aviões).

Parte II

Segue-se a vez do temível role-play a.k.a. a fase em que eu tinha ficado da primeira tentativa.

Aqui, o exercício consiste num frente-a-frente entre nós e um hipotético passageiro muito insatisfeito interpretado pela recrutadora que está connosco (uma para cada grupo sendo que agora apenas existem 2 de cerca de 10 pessoas). Há dois tipos de enunciado diferentes (once again, um por cada grupo) mas cuja linha de raciocínio é sempre a mesma: há uma avaria no sistema e não temos lugar para os 8 passageiros que iríamos receber, todos eles já com bilhete reservado / comprado há meses, sendo que apenas temos lugar para 2. Em grupo, temos de discutir quem fica e quem vai, dar os nossos argumentos e chegar a um consenso entre todos em 15 minutos para depois explicarmos nós próprios, individualmente enquanto managers, aos passageiros que escolhemos para ficar de fora que não têm lugar no nosso hotel / cruzeiro.

Quando a recrutadora interpretou um dos furiosos passageiros que tínhamos decidido deixar de fora para o colega, que estava sentado ao meu lado, ele engasgou-se e eu percebi o que é que ele queria dizer. Se virem isto a acontecer e quiserem ajudar não interrompam e acho que podem sempre fazer como eu: apesar de na altura não fazer ideia se estava a fazer bem ou mal, apontei para a palavra do enunciado no cartão que ele estava a segurar na esperança de o ajudar a avançar naquilo que ele estava a querer dizer.

Não sei se foi por causa deste meu impulso ou não mas no instante a seguir a recrutadora disse o meu nome e o meu número e virou o jogo para mim. Como tivemos neste tête-à-tête imenso tempo (cada vez que eu achava ter "dado a volta" a recrutadora insistia mais um bocado comigo) achei que já tinha ficado por aqui. Aliás, esta fase no meu grupo correu tão mal que a recrutadora - que não pode dar feedback nenhum - chegou ao final e disse que a maioria de nós não tinha percebido o que era pretendido.

Depois desta explicação houve meninas que tentaram salvar a situação surgindo com aquilo que achavam que deviam ter dito. Não façam isto. Eu própria e o resto do grupo pensámos que íamos todos afundar menos quem falou a seguir mas a verdade é que ainda passámos alguns e nenhuma das meninas que decidiu falar depois da recrutadora passou para a fase seguinte. Não sei se terá alguma coisa a ver mas penso que sim (por isso aconselho-vos a NÃO o fazerem).

Conselho: Esta fase existe para avaliar como é que reagimos em situações inesperadas e como as controlamos. Não há uma resposta correcta no que toca aos passageiros que devem ficar e aos que devem ir mas serve também para ver qual a nossa maneira de pensar e se temos ou não em atenção opiniões diferentes às nossas (e se temos o bom senso de falar apenas nas alturas certas). O segredo é manter sempre o mesmo tom calmo, mostrar preocupação com o cliente e ajudá-lo da melhor maneira possível dentro das circunstâncias apresentadas.

E não façam como eu que, achando que já não ia ver o meu 21 afixado na parede, liguei para a minha boleia enquanto esperava pelos resultados. Não se dêem por derrotadas antes de (não) terem a confirmação! :)

Depois de uma considerável fatia de candidatos ter sido eliminada e de eu ter cancelado a minha boleia, foi o tempo do encolher de ombros e abandono por parte de algumas pessoas. No entanto, não foi só de despedidas que estes minutos foram feitos. Houve também lugar para a incredulidade e os suspiros de alívio daqueles que reconheceram os seus números no papel colado à parede (eu tive de confirmar duas vezes!).

Depois do pequeno festejo do pessoal que ficou as recrutadoras vieram ao corredor chamar-nos para darmos início à terceira fase: o teste de inglês.

3ª Fase:

Com uma, duas ou até nenhuma cadeira entre nós, que desta vez estávamos sentados aleatoriamente (os números eram também eles já "salteados"), começamos o teste de inglês - não sei antes termos ouvido as regras todas. Tínhamos cerca de uma hora para completar tudo, escrevendo apenas na folha que nos davam para o efeito e não no próprio enunciado. Os exercícios, para quem gosta e percebe a língua, são fáceis. Há que saber interpretar o texto principal, interpretar expressões, avisos e recados e saber criar os advérbios a partir dos nomes (like individual - individually. Coisas deste género). Tudo feito através de ligações, escolhas múltiplas e espaços a completar.

Como já aqui no OUAS disse, nunca andei num instituto de línguas mas, quem já frequentou, diz que se equipara aos exames FCE de Cambridge, que penso serem dos mais básicos. Para vocês verem como não há nada com que se preocuparem nesta fase: nós passámos todos (cerca de 19, se não estou em erro)! :D

O AD estava "ultrapassado". A seguir foram apenas formalidades: deram-nos uns papéis ler (como, por exemplo, o pagamento inicial, a mobília presente no apartamento que poderemos ter acesso se formos bem-sucedidos, etc) e outros tantos para preencher e entregar na hora e/ou na Final Interview (FI). Deram-nos também umas guidelines e umas check lists para nos guiarmos no que era ainda necessário fazer até à data da FI e levar connosco nesse dia.

O passo seguinte foi decidirmos entre nós (aqui já em português, finally) os horários das nossas FI. Há que ter em conta quem (não) é de longe e a disponibilidade de cada um que, neste meu AD, pôde ser repartida em três dias. A minha foi no terceiro e último dia, segunda-feira (o que iria permitir ter mais tempo para me preparar e organizar a papelada necessária para levar comigo).

O sentimento, no final do dia, foi de "missão cumprida" e de uma enorme alegria contrastada pelas tarefas que ainda tive de completar no meu último de dia de trabalho na empresa em que me encontrava. Exausta, com dores nos pés e de cabeça e cheia de fome, lá cheguei ao final do dia que não podia ainda acabar sem ter preenchido, na derradeira chegada a casa, um psychometric test no portal online da EK (e respondido em modo anónimo a umas perguntinhas que eles nos fazem no site para fins de marketing).

Não se preocupem com o psychometric test que se faz em 15 / 20 minutos e serve para avaliar a nossa personalidade. A FI pode ser baseada no resultado que obtiverem a partir deste teste - pelo que é mesmo importante que o façam até à meia-noite, mesmo com a FI para 2 ou 3 dias depois porque as recrutadoras têm acesso a eles logo a seguir - mas este consiste apenas em distribuir umas bolinhas de acordo com a importância que damos a certas situações que nos expõem nos enunciados. Tal como a fase do role-play não há respostas certas ou erradas, apenas temos de ser sinceros.

Para vocês verem foi por causa disto (e de me ter atrasado por não contar ter de adiantar relatórios mensais durante a minha última hora de trabalho no escritório) que me vi obrigada a contar às minhas amigas mais chegadas o que é que se estava a passar. Nestes assuntos sou um bocadinho supersticiosa mas sei que provavelmente iria acabar por contar-lhes durante o jantar. Como tinha sushizada marcada para a hora em que comecei a fazer o psychometric test, tive o apoio de uma das minhas melhores amigas que estava comigo enquanto eu fazia o teste e ela acalmava as restantes, por telefone, que já estavam à nossa espera. Isto tudo para vos dizer que fiz o teste com atenção mas à pressa e pronto, despachei logo aquilo.

Assim, depois de, pessoalmente, explicar os motivos pelo meu gigante atraso, as minhas girlfriends perdoaram-me e fizemos a festa toda. Isto porque, ter chegado até aqui, era já uma vitória para mim. Agora não havia espaço para falhas! O stress acumulado foi embora pela companhia e maravilhoso sushi, embora confesse que os brindes com divinais sangrias ajudaram. ;)

terça-feira, 7 de abril de 2015

~ invitation (only)

Depois de recebida a confirmação de uma candidatura online bem-sucedida no website de uma das melhores companhias aéreas do mundo, eis que chega O convite.

A 11 de Novembro de 2014 recebo o invitation para aparecer em qualquer um dos eventos da companhia: open day (OD) ou assessment day (AD), sendo este último um dia em que só os felizes contemplados com o convite ou os que passarem do OD, caso exista, podem ir. Basicamente estava dado o free pass, válido para qualquer recrutamento em qualquer cidade ou país, para aparecer nos eventos "invitation only" que aparecem no site. Agora só dependia de mim tentar a minha sorte. No email sugeriam o dia de 15 de Novembro daquele ano para aparecer no evento do Porto (OPO), o mais próximo de mim, que pertenço à cidade Invicta. Lá fui.

No entanto, nesta primeira tentativa não consegui passar da fase do role-play (lá iremos). À medida que uma pessoa vai passando os diferentes estágios do processo de recrutamento, por muito que até esteja à vontade com o facto de (não) passar, a verdade é que as expectativas vão aumentando, a par da ansiedade, e esta levou a melhor de mim que, por ser o número 22 e achar que o exercício em questão seguiria uma ordem lógica, não estava preparada para responder e, com a atrapalhação, confundi a personagem interpretada pela recrutadora. Atenção potenciais candidatos: os números que vos atribuem (no caso de não serem "tagados" apenas com os vossos nomes) NÃO interessam em nada na fase do role-play a não ser para nos sentarmos por ordem, uma vez que somos chamados aleatoriamente.

Encolhi os ombros e fui embora mesmo a tempo da hora de almoço (oh well, at least not everything was lost ;)). Na altura acho que não me conseguiria preparar tão bem para a final interview (FI) caso tivesse passado para a fase seguinte por estar a trabalhar e ter o mestrado a meio, em diferentes cidades. Acho que esta foi só mais uma confirmação de que everything happens for a reason porque acredito piamente que, de facto, acabou por ter sido melhor assim (até porque acabei também por me cruzar com pessoal que viria conhecer mais tarde, no OD que me trouxe até aqui, e com pessoas que foram passando as fases comigo e chegando mais longe e que agora se encontram em vésperas de embarcar para o Dubai. :)

Entretanto fui ficando atenta às notícias e ao portal online da companhia que, uns dias antes, lá avisou acerca do meu OD, desta vez no Sheraton Porto Hotel & Spa (no Porto), ao qual eu, prestes a sair da empresa em que estava a trabalhar, decidi ir com a mesma e única referência que tinha obtido a partir do invitation email (ver imagem).

Sei que no post anterior prometi contar "tintim por tintim" tudo o que se passou no meu (segundo e último) OD mas agora que fui escrevendo vou só deixar aqui este pensamento e deixar-vos na expectativa: nunca desistir de algo que, mesmo que não seja prioridade, tenhamos, nalgum momento, considerado pôr em cima da mesa. É esta a máxima pela qual me tenho regido sempre (a maior parte das vezes, vá), desde a entrada na faculdade ao on hold email (OH). Isto porque não custa nada tentar e nunca se sabe as oportunidades que podemos estar a perder por pura preguiça, falta de tempo, whatever. Daqui foi esta a lição que, once again, tirei.

O que também tenho vindo a descobrir, através de fóruns e grupos nas redes sociais, é que há pessoas de todo o mundo cujo sonho é, nalguns casos, trabalhar no ramo da aviação, noutros entrar numa companhia aérea em específico ou até serem apenas convidados a aparecer num OD e/ou AD. Há, sem exageros, pessoas que tentam seguir esta carreira durante anos e anos e conseguir aquilo que eu, à segunda tentativa, consegui agarrar. E esta é uma tiny little reason pela qual eu só tenho que estar grata! :D

The thing is: nunca, jamais, desistir! Esta é a mensagem a passar. :)

terça-feira, 24 de março de 2015

~ welcome

Para aqueles que ainda não me conhecem: sou a Qel, o meu home country é Portugal e já há alguns anos que me vejo nesta vida dos blogues. Sendo de Letras, tenho esta enorme necessidade de passar para o papel tudo o que para aqui dentro vai. A escrita é, assim, minha companheira desde que me lembro e serve-me como uma espécie de terapia, o meu recurso para exorcizar sentimentos. Aliás, costumo dizer que há quem fale pelos cotovelos e que, no meu caso, eu escrevo pelos ombros.

Também costumava dizer que morava na lua e que estava sempre em casa (a fancy way of saying que estou sempre na lua porque não conheço pessoa mais aluada do que eu) mas a verdade é que isso pode estar prestes a mudar (a parte do viver na lua para passar a viver entre as nuvens, above the sky).

Nunca vivi sozinha, quanto mais fora, pelo que esta será com certeza A aventura da minha vida e este blogue o meu diário de bordo. Aqui, com um estilo bem diferente do que o que adoptei para o meu blogue pessoal (não tenciono pensar muito naquilo que aqui escrever ou na linguagem, pontuação, etc, etc), pretendo relatar os meus receios mas também as maravilhas com as quais espero vir a deparar-me. Pretendo partilhar esta nova e entusiasmante experiência que poderei estar prestes a viver que é ser assistente de bordo numa das melhores companhias aéreas do mundo, baseada no Dubai (sem dizer nomes acho que já chegaram lá).

Sinceramente ainda não sei como cheguei até aqui - conto criar em breve um post sobre todo o processo de recrutamento e as diferentes fases detalhadas pelas quais passei a fim de conseguir estar cada vez mais próxima do céu, que não mais se adivinha o limite.

No entanto, sinto-me uma sacana sortuda: no final ficamos uns 6 de uns 100(!!!) candidatos e isto é algo a partir do qual sempre considerei fazer carreira e que se está a tornar cada vez mais (sur)real.

A par disto, surgem todas as minhas inseguranças como, por exemplo, o facto de não ser a native English speaker / writer e de não ter inglês como disciplina há muitos anos (desde o ensino básico, acho) - neste momento tenho 23 anos e estou no segundo ano de mestrado - e nunca andei em nenhum instituto de línguas ou algo do género. Além disto tenho plena consciência que há pessoas que se esforçam muito mais e com muito mais aptidão para conquistarem aquilo que tenho vindo a conquistar e que me levou apenas uma tentativa a mais do que esta (e que, por isso, talvez tenha que lutar mais um bocadinho na nova vida que se aproxima).

Maaaas, de qualquer maneira, serve isto para dizer que, se quisermos e acreditarmos muito, conseguimos mesmo alcançar os nossos sonhos - I feel like I'm floating on cloud 9 right now! :)

Espero que este meu cantinho sirva também como passaporte para os que de vocês, meus "passageiros", sonharem em seguir o mesmo caminho que eu tenho vindo a traçar e que, de alguma forma, vos divirta (a vocês e a todos aqueles que aqui vierem parar por acaso).

Bem-vindos a bordo do Once Upon a Sky!

PS-I'm sorry for those who might read this and do not understand portuguese. Although I know it's not quite the same (it has many errors) you have this reading option by passing the mouse over the google translation icon here on the blog. Enjoy!